Catamarã reúne triângulo, zabumba e sanfona pelas águas do rio Vaza Barris

por Lucas Oliver

Está de bobeira em Aracaju e não tem programação em um sábado ensolarado? Não se preocupe que eu vou te levar para passear de catamarã, afinal, visitar Aracaju e não passear de Catamarã é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Então, pega o potetor solar e vem comigo, que o AJU360º vai te mostrar uma aventura sobre as aguas do rio Vaza Barris.
Para fazer esse passeio, é necessário irmos a Orla Pôr do Sol, localizada no Mosqueiro. Por sorte, esse cantinho de Aracaju faz jus ao nome e entrega o que promete: observar o final do dia dali é mesmo um espetáculo. O detalhe é o pôr do sol.
Mas vou avisando que o Catamarã sai às 9h e você deve chegar com 30 minutos de antecedência. O Catamarã do Forró sai da Orla Pôr do Sol, custa em média R$100 e possui um bar com bebidas e espetinhos.
O passeio dura cerca de 5he o percurso tem duas paradas, sendo a primeira na Crôa do Goré, um banco de areia que homenageia os primeiros habitantes, o goré, um crustáceo pequenininho.
Por lá, não há infraestrutura, mas há um ponto de apoio para almoçar e beber, que é o bar flutuante que em seu cardápio traz uma variedade incrível de frutos do mar, como moqueca, peixe e nosso tradicional caranguejo. Humm deu água na boca. A Crôa também tem uma barraca de espetinhos da dona Socorro e, para os aventureiros, por lá, você pode andar de stand up paddle e caiaque, além de jetsky. Mas se você está em família e a criançada quer brincar, na Crôa você pode comprar boias e brinquedos para crianças.
Lembrem de retocar o protetor solar. A água é morninha e tem piscinas naturais em torno do banco de areia. Na Crôa, você encontra quiosques, que são mesas com cobertura de palha, para melhor acomodar os objetos como bolsas, chaves, óculos e sandálias.
Ah, antes de chegar a Crôa, você vai se deparar com os mangues, que são a vegetação que caracteriza os manguezais, ecossistemas litorâneos e que se formam nas áreas de estuários, baías ou reentrâncias, onde há uma transição entre a terra firme e o mar. Parte dessas áreas está constantemente alagada pela água salobra, o que resulta em solos lamacentos e com elevado teor de sal.
Um detalhe importante é olhar a tabua da maré quando for visitar a Crôa, pois por volta do meio dia, dependendo da maré, você pode se deliciar com a subida da água ou com a maré secando. De qualquer forma, é maravilhoso e uma experiência inexplicável.
Neste ponto, a parada dura em médica 2h e depois seguimos a Ilha dos Namorados, que reza a lenda que um casal de namorados foi até a ilha para namorar de barquinho, só que eles não olharam a tábua da maré e o barquinho foi embora e eles ficaram lá para sempre. Por isso, a faixa de terra com água em volta tem esse nome: Ilha dos Namorados.
Na Ilha dos Namorados, você encontra um barzinho com drinks e espetinhos. É um espaço mais tranquilo e, assim como a Crôa, forma piscinas naturais e o clima é agradável e super encantador.
Por fim, a gente volta ao ponto de partida e durante todo o trajeto, a mistura do triângulo, da zabumba e da sanfona nos emociona pois, por meio da música, a gente enaltece a nossa cultura sobre o Rio Vaza-Barris, que banha os estados da Bahia e Sergipe. Confira mais informações por meio do Instagram @SouLucasOliver ou pelo portal www.aju360.com.br

Foto: Gilton Rosas

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